11 janeiro 2021

Humildade: Um dos Grandes Ensinamentos de Jesus


Humildade  vem do latim humilitas, e é a virtude que consiste em conhecer as suas próprias limitações e fraquezas e agir de acordo com essa consciência. Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas


 

Deus Resiste aos Soberbos

 

A Bíblia diz que “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”. Esta declaração significa que Ele abate os orgulhosos e sustenta com sua graça aqueles que têm espírito humilde.

Deus resiste aos soberbos porque essas pessoas satisfazem seu orgulho no mundo. Elas se consideram autossuficientes. O soberbo se acha merecedor de tudo. Então onde há orgulho não há espaço para a graça que é um favor imerecido. Por outro lado, Deus dá graça aos humildes. Diferentemente dos soberbos, os humildes entendem que são totalmente dependentes de Deus e são gratos por sua graça derramada.

Essa frase aparece duas vezes no Novo Testamento. Na verdade Ela é uma citação do livro de Provérbios que diz: “Certamente Ele escarnecerá dos escarnecedores, mas dará graça aos humildes” (Provérbios 3:34).

 

Então com base nesse texto de Provérbios, Tiago  escreve: “Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tiago 4:6). O apóstolo Pedro também utiliza a mesma declaração e escreve: “[…] e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (1 Pedro 5:5).

 


 

A Bíblia é muito clara ao mostrar que Deus resiste aos soberbos. O escritor de Provérbios  diz que Deus detesta olhos altivos, e abomina aqueles que têm coração arrogante (Provérbios 6:17; 16:5). O mesmo livro de Provérbios ainda diz que a soberba causa contendas e leva à ruína (Provérbios 13:10; 16:18).

Facilmente podemos citar vários exemplos de homens e mulheres que foram castigados por Deus por causa de seu orgulho. Jezabel é um desses exemplos. A esposa do Rei Acabe era uma mulher arrogante e má. Ela perseguiu os profetas do Senhor e incentivou a idolatria em Israel. O profeta Elias foi um dos mais perseguidos por ela. Mas no tempo oportuno o juízo de Deus caiu sobre ela. No final, aquela mulher orgulhosa acabou tendo seu corpo comido por cães (1 Reis 21:7,23; 2 Reis 9:30-37).

Antes disso, houve também o péssimo exemplo de Nabal, esposo de Abigail. Ele foi completamente soberbo diante de Davi e seu fim foi melancólico (1 Samuel 25:3-38). Um dos casos mais clássicos do Antigo Testamento que mostra que Deus resiste aos soberbos é a história do Rei Nabucodonosor. Ele foi avisado por Deus acerca do perigo do orgulho, mas ainda assim caiu nesse grave pecado.

O rei do império mais poderoso da época teve seu orgulho abatido ao ser reduzido ao comportamento animal. Mas diferentemente dos outros dois casos, Nabucodonosor teve a oportunidade de reconhecer seu erro (Daniel 4:30-37).

No Novo Testamento há também o exemplo de Herodes Agripa I. Ele foi dominado pela soberba e orgulhoso tentou se apossar da glória que só pertence a Deus. Então seu fim foi horroroso (Atos 12:20-23).

 

Deus dá graça aos humildes


A importância da humildade é claramente ensinada nas Escrituras. Nas páginas do Antigo Testamento lemos sobre muitas pessoas que verdadeiramente tiveram suas vidas caracterizadas pela humildade.

Aqui podemos citar a história de Ana. Ela se humilhou perante Deus e humildemente orou pedindo pela misericórdia e por um milagre divino. Deus ouviu sua oração e lhe tornou a mãe do profeta Samuel. Depois, a mesma mulher estéril ainda foi mãe de outros filhos (1 Samuel 1:12-20).

No Novo Testamento, vemos que o próprio Senhor Jesus se ocupou em advertir seu povo acerca da necessidade de um espírito humilde. Por mais de uma vez Ele falou que “aquele que se humilhar será exaltado, e aquele que se exaltar será humilhado” (Mateus 23:12; Lucas 14:11; 18:14).

 

O apóstolo PAULO  também é outro grande exemplo de humildade na Bíblia. Sua história de vida testifica que de fato Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Ele se considerava o principal dos pecadores e o menor dos apóstolos. Ele reconhecia que a graça de Deus era seu grande sustento (1 Coríntios 15:9,10; 1 Timóteo 1:15,16).

Paulo viveu experiências extraordinárias. Ele foi o maior escritor de livros da Bíblia  e pode ser considerado o maior líder do Cristianismo. Mas Deus o preservou da soberba; inclusive lhe deu um espinho na carne. 

Mas Paulo provou na prática a veracidade do ensino bíblico de que Deus dá graça aos humildes. Ele escutou do Senhor:  "Aminha graça te basta" (2 Coríntios 12:9). Sabendo que “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”, o cristão deve seguir o conselho do apóstolo Pedro, e revestir-se com as vestes da humildade (1 Pedro 5:5).


Humildade 


é uma virtude que nos dá o sentimento de nossa modéstia, pobreza,  fraqueza, respeito, reverência e submissão do ponto de vista bíblico, subtende a consciência das nossas fraquezas e a decisão de atribuir de imediato todo crédito a Deus e ao próximo por aquilo que temos feito. (Tg 4.10).

 

            Por outro lado o orgulho é um sentimento de dignidade pessoal, brilho, altivez, conceito elevado ou exagerado de si próprio, amor-próprio demasiado. 

            Há uma lista de pecados originados pelo amor próprio (2 Tm 3.2,3, 4).

 

              O apóstolo Paulo nos adverte que haverá o desaparecimento de ternura e de amor natural, como exemplo de uma mãe que rejeita seus filhos, ou os mata no seu próprio ventre; de um pai que abandona sua família, ou dos filhos que desprezam e negligenciam os cuidados devidos para seus pais idosos (1 Tm 5.8).

 

O ministério de Cristo tem por objetivo principal conciliar as famílias com Deus e com sigo próprio entre seus respectivos membros, (Zc 4.6; Lc 1.17). Pois não poderá haver vida abundante nos espírito se o povo de Deus não fizer da autoridade familiar, a prioridade absoluta da Igreja. A pureza a retidão do lar precisa ser mantidos de outra forma nossa Igreja será um fracasso; esta responsabilidade cabe a nós pais de família, pois devemos orar por nossos filhos, dedicando-lhe tempo, advertindo-os contra os caminhos ímpios. (Sl 127.3; Col 3.21).


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