O CÉU E A TERRA JÁ ESTIVERAM
UNIDOS. O pecado e os separou. É a missão de Satanás criar divisões no
casamento, na família, na igreja, ou nas tribos e nações. O evangelho de João
faz o contraste entre o Céu e a Terra.
"Não
rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em Mim, por
intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em
Mim e Eu em Ti, também sejam eles em Nós; para que o mundo creia que Tu Me
enviaste." João 17:20 e 21.
Jesus veio trazer vida a um
mundo de morte, luz a um mundo em trevas, verdade a um lugar de mentiras. Ele
desceu do mundo superior para ser a escada de ligação entre os dois
territórios. Em Jesus, divindade e humanidade se unem, de forma que Ele Se
torna nosso Sumo Sacerdote, representando Deus a nós e representando-nos
perante Deus. Ele trouxe o Céu à Terra e, em Sua ascensão, elevou a humanidade
até Deus.
"É Chegada a Hora" - João 17:1-5
Ao final da reunião no cenáculo, Jesus reuniu os onze discípulos ao Seu redor e
dirigiu-os em oração. Primeiramente, Ele orou por Si mesmo (vs. 1-5), em seguida, por Seus discípulos (vs. 6-19) e, finalmente, por todos os crentes.
Deste modo, Jesus orou por você (vs. 20-26).
A crucifixão parecia ser tudo, menos gloriosa. Na encruzilhada do mundo, Jesus
seria desnudado de toda dignidade humana, e degradado pelo próprio povo que
viera salvar.
Jesus considerava que era Sua missão na Terra revelar o Pai aos discípulos para
que eles levassem essa revelação ao mundo. Ele plantou a semente. Eles deveriam
semear mais e buscar a colheita (4:35-38), tornando sua obra, em extensão, maior do
que a dEle (14:12). Todas as gerações subseqüentes creriam em
Jesus por meio de seus esforços (17:20).
No verso 8, Jesus diz a Seu Pai duas coisas sobre os onze homens que ouviam Sua
oração:
1. Eles tinham aceito os ensinos de Jesus, em contraste com os fariseus e
outros que O ouviram.
2. Eles sabiam sem sombra de dúvida de onde Jesus viera, e a aceitação deste
fato levou-os a uma verdade adicional..
João 3:16-18 João 12:32 João 14:6 João 15:16
"Jesus está prestes a partir; consequentemente, Ele entrega os discípulos
aos cuidados de Seu Pai... . Eles seriam deixados em um mundo mau e precisariam
de graça especial em sua batalha contra o pecado. Este poder mantenedor todo
cristão pode reivindicar. Deus não permitirá que ele seja tentado acima do que
pode suportar (I Cor. 10:13).
Apesar de ser tão fácil esquecer, vivemos em um mundo onde as forças
sobrenaturais estão sempre em ação. Em nossa humanidade, com nossas próprias
armas carnais e mundanas, somos incapazes de lutar contra aqueles poderes que
nos são hostis.
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Jesus viu em Seus discípulos a semente da Sua igreja, que se estenderia pelos
continentes e séculos para se tornar uma grande multidão que não se podia
contar, em pé, diante do trono, louvando-O pela Sua salvação (Apoc. 7:9 e 10). Esta era a alegria de Jesus e, em João 17:13, Ele ora para que nós também sintamos
por inteiro essa mesma alegria. Para que façamos isso, devemos aprender a
permanecer nEle, como os ramos permanecem na videira. Então, experimentaremos o
poder do nome de Deus e a alegria de servi-Lo.
No Mundo, mas não do Mundo - João 17:13-19; 15:18,9
"Porque os seguidores de Cristo não cooperam com o mundo, participando de
seu pecado, são acusações vivas contra a imoralidade do mundo. O mundo segue os
planos de Satanás, e Satanás é o inimigo declarado de Jesus e de Seu
povo."
Na oração sacerdotal de Jesus, Ele "põe todo o Seu ser em uma oração de
ação de graças ao Pai por permitir-Lhe sofrer pelo mundo... . Em toda a oração
Ele continua falando de Seus discípulos como um dom de Deus a Ele... . Amorosa
e confiantemente, Ele os entrega à vigilância e ao cuidado do Pai... para que
eles se unam, e sejam um em coração, mente e propósito."
Pense por que Jesus, o Filho de Deus, precisava consagrar-Se. O que isto diz
sobre a importância de consagrar-nos a Deus?
"Que Todos Sejam Um" - João 17:20-26
Depois de orar especificamente por Seus onze discípulos, Jesus ampliou o escopo
de Sua oração para incluir "aqueles que vierem a crer... por intermédio da
Sua palavra" (João 17:20).
O Pai e o Filho estão intimamente ligados. Eles nunca agem independentemente,
mas sempre estão unidos em tudo o que fazem (João 5:20-23). Compartilham um amor comum pela
humanidade caída a ponto de o Pai ter sacrificado Seu Filho, e o Filho
sacrificado Sua vida (João 3:16; 10:15). Nenhum dEles busca a própria glória, mas
cada Um glorifica o Outro (17:1). Conhecer Um é conhecer o Outro (João 14:7 e 9). Este tipo de relacionamento é que
Cristo deseja para nós, os membros de Sua igreja.
A unidade a que Jesus está Se referindo é "uma expressão da diversidade
criativa dentro da Divindade. Assim como existe só um ‘Deus verdadeiro’ que Se
manifesta pelas diferentes funções de Pai, Filho e Espírito, a amorosa unidade
do corpo de crentes se expressa por uma rica variedade de dons e ministérios.
Toda a família de Deus é uma bela composição de diferentes culturas e
temperamentos, cores e dons, oferecida a Deus em adoração e ministério para que
Ele seja glorificado".
Para refletir mais sobre o
assunto do amor e da unidade expresso na oração de Jesus em João 17, leia o seguinte: Salmo 133; Efésios 4:1-16; I João 3:1, 11-24; 4:7-21.
A oração de Jesus em João 17 "‘é
uma lição sobre a intercessão que o Salvador cumpriria dentro do véu, quando
Seu grande sacrifício em favor dos homens, a oferta de Si mesmo, estivesse
completada. Nosso Mediador deu aos discípulos esta ilustração de Seu ministério
no santuário celeste no interesse de todos os que forem a Ele em mansidão e
humildade, vazios de todo egoísmo e crendo em Seu poder para salvar’.
Pouco antes de se deixar levar para morrer, Jesus consagrou Seus discípulos e todos os futuros crentes ao Seu Pai em oração. Os laços do amor de Deus são o poder de que precisamos para atrair o mundo descrente a Cristo. Ore diariamente por um derramamento desse amor sobre si mesmo e sobre a igreja

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